
Judia. Me bate, me chinga, me manda tomar (alguma coisa), manda eu te esquecer, beije outras na minha frente, seja sínico, sarcástico o quanto puder. Me trate com indiferença, ignorancia. Seja burro e idiota comigo. Nunca responda meus recados, não faça nada que eu pedir. Deseje me ver chorando e me faça implorar muuuito as migalhas da tua atenção. Some e não me ligue, não deixe recados, se for deixar que seja: Me erra. Demonstre muita felicidade e bem estar, pra eu ficar péssima em te ver bem sem mim. Curta todas as noites, sorria da minha desgraça, fale mal o tanto que puder de mim. Me difame, me compare, maltrata, pisa, NÃO TENHA PENA, nem dó, nem piedade. Coloque em um outdoor: Eu nunca te amei. Espalhe faixas. Me despreze em público. Faça as pessoas sentirem pena de mim, desprezo. Roube os meus amigos, a minha vergonha, a minha saúde. Se achar pouco, me maltrata bem mais, use e abuse da força, me machuque, queira ver a cor do meu sangue. Deseje o maaaaaaaal pra mim. Sorria quando eu estiver chorando. Quando eu me aproximar, finja que não me conhece, deboche. Me mande pelo correio todas as cartas, bilhetes, lembranças, todos os presentes, destratando. Faça a sua mãe, linda e doce, sentir raiva de mim, inventando mentiras, sim faça isso. Me deixe, sem fôlego de tristeza, gelada de tanto desprezo, horrorosa de tantos maus tratos, ferida, magoada, cicatrizada, envergonhada, jogada nas sarjetas. Talvez assim, com tudo isso, o amor que eu sinto enfraqueça, e acabe. Se nada disso adiantar, e se mesmo assim não acabar. Experimente me matar !
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